McLaren F1: “Der” Motor BMW S70/2 V12 – capítulo 2

Tem que ser um V12, aspirado, que renda 550 cv e não pese mais de 250 kg. Essas foram as exigências de Gordon Murray (projetista chefe do F1) para os projetistas do motor que iria equipar o McLaren F1. Ele queria dessa maneira pois, um motor turbinado ou com compressor tiraria a sensação de dirigibilidade e controle do carro que ele queria. Sobre alimentação, não era o que os entusiastas queriam.

Murray foi à procura de um fabricante. A primeira porta foi uma escolha óbvia, a Honda. Na época era quem fornecia os motores para os carros de Fórmula 1 da McLaren. Os japoneses não quiseram fazer o motor. Como Murray já havia trabalhado junto à BMW na Brabham, foi bater “no” porta “das” amigos “alemons”.
A divisão M da BMW era dirigida por Paul Rosche, entusiasta camarada de Murray. Os alemães então fritaram o cérebro e entregaram, em tempo recorde, a oitava maravilha do mundo, o BMW S70/2 V12 6.1 l.

Apesar de terem excedido o peso em 16 kg, o motor rendeu 627 cv a 7500 RPM. O torque também é muito bom: 66 m.kgf na faixa entre 4.000 e 7.000 rpm, o que torna as acelerações e retomadas bem elásticas. Cabe uma observação interessante sobre o monstruoso motor do Bugatti Veyron. Ele conseguiu render 52% a mais de potência com mais 4 cilindros, 2.0 l e 4 turbos imensos. Sem os turbos, aspirado, a tranqueira rendeu 630 cv doze anos depois. Evolução técnica zero!
O criador também definiu o comprimento do motor: 600 mm (60 cm). Pega a régua aí, é mais curto que seu braço!

O bloco é de alumínio com 12 cilindros em V de 86 mm de diâmetro pelo curso de 87 mm (6.1 cilindrada), 4 comandos de válvulas no cabeçote, 4 válvulas por cilindro, dois injetores bicos injetores por cilindro (um para baixas e outro para altas rotações), com limitador de giros a 7.500 rpm. Tudo isso acoplado a uma caixa de câmbio transversal manual de 6 marchas.

O escapamento é feito de um material chamado Inconel que resiste a altíssimas temperaturas (lembra da foto do capítulo 1?), o silencioso é de titânio e foram precisos quatro catalizadores. A cobertura do sistema de escape é revestida de ouro. Por que? É o melhor refletor de calor que encontraram. Para que usar tal material em jóias mocinhas, quando se pode usar para forrar o capô? Além disso, serve como área de deformação em caso de impacto traseiro. Lembre-se dos 45 mil dólares que você pagou pelos escapamentos quando uma “Fuca-bala” descontrolada chapar na sua traseira.

Tudo isso que falei aí em cima leva o carro de 1.138 kg de 0-100 em 3.4 segundos (um Gol 1.0 demora 14,5), 0-200 em 9.4 s (aí o Gol já nem chega), 0-300 em 20 s e a velocidade máxima de 391 km/h. Em comparação o “foderástico” Koenigsegg Agera (lançado 17 anos depois ) vai de 0-100 em 2.9 s e 0-200 em 7.5 s.

Fontes das fotos:

http://1.bp.blogspot.com/-jH_o3vA0F1E/TaRUrdTWIOI/AAAAAAAAAjc/ewTvNsdaxkE/s1600/McLaren_F1_Engine.jpg http://ll.speedhunters.com/u/f/eagames/NFS/speedhunters.com/Images/AndyBlackmore/RACING/F1/engine.jpg http://giantmaw.com/Photo Album/Image Library/Cars/BMW/MWerks/Forums theBMW Engine FAQ_files/BMW_Powered_McLaren_F1_Engine.jpg http://bestcars.uol.com.br/supercar/mclaren-4.htm http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5d/1996_McLaren_F1_engine.jpg

4 thoughts on “McLaren F1: “Der” Motor BMW S70/2 V12 – capítulo 2

  1. Ivan Dognani

    muito lokoooo!!!! a única coisa que tenho de ouro é uma correntinha pow! huIAhuIAhuAhuIAhuiA

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